quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO



Francês: Bonne Année

Alemão: Frohes neues Jahr

Búlgaro: Честита Нова Година (Chestita Nova Godina)

Catalão: Bon any nou

Dinamarquês: Godt Nytår

Espanhol: Feliz Año Nuevo

Esloveno: Srečno novo leto

Esperanto: Feliĉigan Novan Jaron

Hebraico: Shaná Tová

Inglês: Happy New Year

Italiano: Buon Anno – Felice Anno Nuovo

Japonês: (akemashite omedetou gozaimasu)

Lituano: Laimingų Naujųjų Metų

Neerlandês: Gelukkig Nieuwjaar

Polaco: Szczęśliwego nowego roku

Russo: Счастливого Нового Года {Schastlivovo Novovo Goda}

Sueco: Gott nytt år

Coreano: Sung Tan Chuk Ha


Que tenhamos um lindo 2010... só com ótimas notícias!

domingo, 27 de dezembro de 2009

RUMO A PARIS

A minha avó foi uma pessoa linda em todos os sentidos. Com certeza vocês ainda vão ler muita coisa sobre ela aqui no Revivendo a Poesia. Agora que estou preparando a nossa viagem de lua-de-mel por Paris e Roma, não consigo parar de pensar nela e na minha mãe. É que tem uma história muito linda entre elas, sobre viagem e preparação de viagem. E, nessa história, tem uma passagem que talvez seja a mais cheia de amor e carinho que já escutei.

Quando éramos pequenos, pelo menos duas vezes por mês, íamos para Poconé - cidade onde nasceu a minha mãe, minha avó morou até morrer, meu primos moravam e que até hoje moram duas tias e seus respectivos maridos e alguns amigos. Poconé é uma cidadezinha do interior do Mato Grosso, que fica à uns 100 km de Cuiabá - capital do estado e cidade onde nasci e vivi até os 29 anos. É conhecida como Cidade Rosa por causa da manga rosa e é também o Portal do Pantanal Mato-grossense.

Então, todas as vezes que íamos para Poconé chegávamos de surpresa. Minha mãe achava que era mais legal, que a minha avó ficava mais feliz porque a gente chegava de supetão. É verdade, minha avó ficava muito feliz com a nossa chegada, porque enchíamos a casa e éramos os netos que moravam longe. Não que Vovó Oneide amasse mais a gente do que os outros quatro netos que moravam lá. Longe disso, ela era a pessoa mais justa deste mundo. Tinha amor para todos!

É, mas minha avó ficava feliz com a nossa chegada, não com a surpresa. Ela dizia: "Nenena (apelido da minha mãe, que se chamava Eloisa Elena), se você me avisa com antecedência que virão pra cá, já começo a sonhar com isso a partir desse momento. Fico mais feliz e sinto vocês mais perto! Já vivo a chegada de vocês." Não é lindo?

Pois é, agora sinto tudo isso me preparando pra esta viagem de lua-de-mel! Toda essa pesquisa de roteiros, transporte, hotel, curiosidades... todos esses preparativos já nos fazem viajar, já nos coloca no nosso destino. E o sonho já é mais real, mais palpável! Então nestas três semanas que antecedem a nossa viagem, já estamos sonhando acordados com ela!

Paris e Roma, estamos chegando!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

NATAL


Não gosto muito do Natal. A data lembra família e eu já não tenho uma parte muito importante dela. A outra mora longe. Então não é um dia dos mais legais pra mim e depois que eu vim morar em Brasília, há 8 anos, praticamente passei todos os Natais sozinha. Mas aqui mesmo nesta Brasília que muitos dizem ser fria, impessoal, eu descobri que os amigos verdadeiros são a família que a gente escolhe neste plano. Por isso, ultimamente tenho passado Natais um pouco mais animados. Até visita de Papai, ou melhor, Mamãe Noel já fiz e fiquei tão leve e satisfeita.

A gente deve aproveitar esta época do ano pra pensar em tudo que já fez pelos outros e não só fazer porque é Natal. Esses sentimentos que só temos no Natal - solidariedade, amor ao próximo, carinho, perdão, alegria, companheirismo, união, - têm que ser cultivados o ano inteiro e por toda a nossa vida. O mundo seria tão melhor se a gente fizesse o bem sempre, principalmente com quem está ao nosso lado. Então vamos cuidar direitinho das florzinhas que nos acompanham por esta nossa vida, porque só assim faremos deste, um mundo realmente melhor. Vamos regar nosso jardim com água super vitaminada pra que as nossas plantinhas nunca murchem, nem morram!

Um Feliz Natal pra nós todos e um 2010 com cheiro de café fresquinho, baunilha, chuva no asfalto, bolo de avó, colo de mãe e de pai, abraço de amigo e beijo de quem a gente ama!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

AS BRASAS

Compartilho com vocês hoje uma descoberta. Um autor que ainda não conhecia e a quem fui apresentada pela atendente da livraria Cultura aqui de Brasília. Os que me conhecem sabem que devoro livros. Leio no mínimo de 2 por mês. Quando estou em semana de folga, ou de férias, esse número pode até dobrar. Pois é, amo mesmo ler! E adoro ser apresentada a novos escritores. Não só novos porque estão começando agora, mas também novos pra mim. Desde a adolescência sempre fui encantada pelos escritores e poetas de língua latina: José Saramago, Pablo Neruda, Isabel Allende, Carlos Ruiz Zafón, J.J. Benítez, Mário Vargas Llosa, Gabriel García Márquez, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Ruy Castro, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, entre outros. Era meio avessa a ler autores americanos, ingleses, russos, alemães... Não sei porque, mas achava que eles não tinham a mesma paixão para escrever que os nossos de língua latina. Sei lá, acho que era coisa de adolescente. Com a maturidade veio também a vontade de experimentar o novo - o novo pra mim. Comecei com Ian McEwan, Le Clézio, depois as belíssimas obras de Orhan Pamuk, que quase fiquei sem fôlego lendo, porque começava e não queria parar. 

Agora, como já havia mencionado, fui apresentada à Sándor Márai. Amei! Simplesmente o livro As Brasas tem um texto primoroso, delicado, sensível... Já postei um trecho dele aqui, no Revivendo a Poesia, sobre a amizade. Márai morreu em 1989 - suicidou-se com um tiro de revólver. Ele era húngaro e As Brasas ficou censurado em seu país de 1942 - data da publicação - até 1990. Digamos que Sándor Márai foi redescoberto agora e suas obras estão sendo publicadas em vários países. 

Quem se aventurar a ler As Brasas certamente vai conhecer um pouco da personalidade forte e inquieta de Márai. Ele, segundo Marinella d'Alessandro (tradutora das obras de Márai para o italiano), tinha um profundo mal-estar existencial que nunca o abandonou. Talvez esteja aí a minha identificação com Sándor Márai e sua obra - somos um pouco parecidos nesse mal-estar que não sei explicar o porquê nem de que. No livro, quando o velho general solitário e rancoroso, Henrik, começa o seu monólogo, indaga e também dá muitas respostas sobre a vida e o Homem. Para Henrik, que esperou 41 anos por uma revanche contra seu melhor amigo, "o homem compreende o mundo um pouco de cada vez e depois morre". Espero que um dia eu possa entender pelo menos o meu mundo, antes da dona Morte chegar!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

DONA DA VERDADE

O momento é de paciência e de espera, de se colocar na posição de escutar, observar, ao invés de ter certeza demais das coisas. Todos nós, em geral, tendemos a uma posição de “certeza absoluta”, como se a verdade fosse sempre nossa. Temos que, finalmente, nos permitir um esvaziamento de nossos pontos de vista mais arraigados. Isso é libertador, pois se relacionar envolve e demanda a morte de certezas absolutas, para que assim possamos admirar a verdade que surge do outro, não necessariamente para torná-la maior do que as nossas próprias, mas para que possamos ver o outro como um outro e não como uma extensão de nossos desejos e vontades. Vivemos num mundo tão absorvente, tão vertiginoso, que acabamos esquecendo de escutar.

Esse texto eu recebi no meu e-mail. Quase nunca leio spam. Mas esse, em especial, antes de deletar, resolvi dar uma olhadinha. Acho que foi escrito pra mim, para me ajudar a deixar as máscaras que "acho" que me protegem. Preciso aprender a escutar e aceitar outras verdades que não as minhas. Tenho que parar de pensar que sou a dona dela, essa senhora que muitas vezes deixa a gente cega, de nariz empinado. Acreditar que a verdade nos pertence cega e nos deixa arrogantes. Baixe o facho Cris! Escute mais e fale menos. Seja mais Cris e menos personagem. Você não precisa mais se esconder.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

VIVER NO SENTIDO AMPLO DA PALAVRA

"Estar vivo é o grande milagre. Você não precisa de mais nada para se sentir a pessoa mais feliz do mundo!"

Outro dia eu escutei essa frase e não concordo com ela. A gente precisa de muito mais, ma
s muito mais sim pra ser a pessoa mais feliz do mundo. Tudo bem, estar vivo é um grande milagre. Mas o estar vivo compreende muito mais coisa do que respirar, ter o coração batendo, sangue correndo pelas veias, acordar, dormir...

Estar vivo não é só isso. Porque senão quem está deitado no leito de um hospital respirando, coração batendo, teria que ser a pessoa mais feliz do mundo - e a gente sabe que não é!

Viver, no sentido amplo da palavra, depende da gente. O ser feliz é consequência dos caminhos que a gente escolhe para esse nosso viver. Se apenas vivemos sem fazer nada para que o nosso viver e o de outras pessoas que nos cercam seja um viver melhor, só iremos passar por esta vida.


Viver não é uma obrigação. Não é só como ter que acordar todos os dias, trabalhar pra ganhar dinheiro e poder comer, vestir... Ninguém pode se esquecer de que o seu viver reflete no viver de outras pessoas. Se o seu viver não está legal isso atinge quem te cerca. Não adianta só enfrentar mais um dia. Não é assim. A felicidade se conquista.

Sim, a luta é diária, mas o prazer, como o amor e a troca desse sentimento, também.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

AMIGOS

"Viveram lado a lado desde o primeiro instante, como gêmeos no útero materno. Não precisaram fazer pactos de amizade como costumam fazer os garotos dessa idade, que se lançam com paixão e ostentação a rituais ridículos e solenes, dessa forma inconsciente e grotesca com que o desejo se manifesta entre os homens, quando decidem pela primeira vez arrancar do resto do mundo o corpo e alma de outra pessoa para possuí-la com exclusividade. O sentido do amor e da amizade estava todo ali. A amizade deles era séria e silenciosa como todos os grandes sentimentos destinados a durar uma vida inteira. E como todos os grandes sentimentos, também continha certa dose de pudor e culpa. Ninguém pode se apropriar impunemente de uma pessoa, subtraindo-a de todas as outras."

Sándor Márai - As Brasas (1942)

Então, pra não vivermos impunemente, em vez de subtrairmos uma pessoa das outras, que tal somarmos? Quem sabe a conta não fica perfeita! Pra mim, ser amigo é sempre, mas sempre mesmo, somar, crescer, ampliar...