domingo, 28 de junho de 2009

SÃO JOÃO NO NORDESTE, QUEM VIVEU JAMAIS SERÁ O MESMO

É verdade minha gente. Quem viveu São João no Nordeste nunca mais será o mesmo! É simplesmente lindo e totalmente diferente do que estamos acostumados a viver no Centro-Oeste e até mesmo no Sul e Sudeste. No mês de junho eles respiram isso. Tudo é relacionado a São João. Desde as roupas do dia-a-dia, até a decoração de tudo: casa, hotel, loja, rua. Lá em Aracaju eles vendem até fogueira pronta. Isso mesmo, fogueira pronta. Você vai à feira e escolhe o tamanho, e é só levar. Se quiser eles entregam acesa, brincadeirinha. Ah, no Nordeste, não se toma quentão, a bebida tradicional das festas juninas é o licor. 

A véspera de São João é uma coisa de louco. As pessoas acordam cedo pra comprar as comidas e preparar o banquete da noite. Como em todo Brasil, é tudo derivado do milho e da mandioca. Todo mundo da família ajuda. Só os preparativos já viram uma festa! Sabe o que é mais impressionante ainda? O São João pra eles é como o Natal. Eles desejam "Feliz São João". Em alguns lugares há até troca de presentes. Não é lindo? 

Na noite da virada, de 23 para 24 (dia de São João), você anda pela cidade e, em todas as casas, as famílias estão reunidas em volta da fogueira, escutando forró, ou músicas tradicionais de São João, comendo, bebendo e aproveitando os amigos e parentes.

Confesso que fiquei com inveja dessa gente que sabe manter a linda tradição de reverenciar São João. Lembrei-me muito da minha família que vive lá em Poconé. É, ela existe e é a cidade portal do Pantanal lá em Mato Grosso. Somos descendentes de libaneses. Então já viu né? Todo mundo adora comer e, o melhor de tudo, fazer a comida. 


Quando era festa, ou até mesmo quando a minha mãe avisava que estávamos indo para Poconé - morávamos em Cuiabá -, minha tia Julitinha já providenciava tudo. Botava todo mundo louco atrás das coisas de que ela precisava pra preparar o banquete. Era vovó Oneide, tia Mirú (apelido de tia Miriam), tio Totó (meu padrinho, marido de tia Mirú), até tio Netinho, o marido de tia Dita (isso mesmo, Dita é o apelido do apelido Julitinha, risos), entrava na dança. Quando chegávamos, era uma festa. A cozinha, o lugar mais cheio e gostoso da casa, estava de cabeça pra baixo por causa do tanto de comida "saindo do forno".

Ai meu Deus, quanta saudade de tudo isso! Estou em lágrimas só de escrever. Tia Dita, tia Miru, tio Totó, tio Netinho e toda família, nós estamos chegando. Vivaaaa! Agora a família vai completa, todos vão conhecer o "Amor das minhas vidas", que também é um cozinheiro de mão cheia e ama uma bagunça na cozinha.

Obrigada Aracaju por ter me dado
uma semana tão linda e
por ter me feito recordar
o tanto que família é importante.

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