sexta-feira, 19 de junho de 2009
O DEPOIS
Hoje eu chorei, chorei muito quando reli o post do “Antes”. Chorei por dois motivos. O primeiro por lembrar que um dia sofri assim, em segredo. O segundo por alívio, por saber que parte dessa Cris não existe mais, ficou pra trás. Digo parte porque tenho um pouco da Cris do "Antes". Ainda fico triste sem mais nem menos. Mas agora é diferente. Eu já não permaneço muito tempo dentro dessa tristeza e não gosto mais quando ela se aproxima. Antes, por me sentir tão sozinha, eu a deixava chegar e, de certa maneira, gostava disso. A tristeza me fazia companhia. Hoje, não me sinto mais sozinha. Consigo perceber que me isolar no meu “EU”nunca me fez bem. Nisso, recebi a ajuda do "Amor das minhas vidas". Como ele mesmo diz: "O bicho feio já tá rondando. Espanta ele. Não deixa ele se aproximar". E assim vou conseguindo espantá-lo: com Amor. Ainda fico triste é claro. Mas são tristezas passageiras. A tristeza leve faz parte da vida, da conquista. É dentro dela que muitas vezes produzo, descobri e descubro muito da Cris. É dentro dela que cresço, me fortifico, amadureço. Dentro dela descobri meus verdadeiros amigos, que plantaram flores no meu jardim. Mas aquela Cris do “Antes”, que se fechava na sua tristeza criando uma casca para afastar as pessoas, morreu. Foi sepultando essa Cris que reencontrei o "Amor das minhas vidas". Agora consigo abrir o meu diário, reler o passado e deixá-lo em seu devido lugar. Vivo intensamente o presente e planejo o meu futuro. Porque foi nas profundezas do meu próprio eu, na minha imensidão interior, que me conheci verdadeiramente e entendi, que poderia olhar o mundo com olhos de alegria, de amor, tornado-o um lugar mais feliz pra mim e pra quem me rodeia.
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