quarta-feira, 16 de junho de 2010

SOBRE ÁGUAS MANSAS

inspirado em Carrie Bradshaw

Pela primeira vez estou num relacionamento perfeito! Está correndo tudo bem. É como navegar em um mar tranquilo sob um céu azul. Sem nenhuma nuvem. Nós nos adoramos, nos damos bem, nos divertimos juntos, rimos juntos. Fazer amor com ele é como flutuar pelo universo. Se eu acho isso ruim? Não, mas é estranho. Não estou habituada. Agora não preciso fazer nenhum esforço. É tudo lindo e estranho. Eu estou muito feliz, e o melhor, só preciso ser eu mesma. Ele é tão confortável e seguro! Parece bom demais pra ser verdade. Mas é!
Por que quando a gente navega em mares tranquilos procura icebergs escondidos? Por que a gente não acredita na felicidade? Por que tenho medo de ser feliz e procuro problemas quando tudo está perfeito? Eu não quero mais o caos nem vou sabotar tudo isso. Sinto muito, mas este namoro não pode ser tão perfeito. Mas é, e eu aguento essa pressão da perfeição.

Eu posso e mereço ser feliz. Quanto isso vai durar? Não sei, mas não me importa, quero viver. Quando não é difícil, a gente não acredita que é verdade? Quando as coisas são fáceis demais nós suspeitamos? Precisam ser complicadas para que acreditemos que são reais? Aprendemos que o amor nunca é simples. Há obstáculos no caminho antes de vivermos felizes para sempre. O que acontece quando não há obstáculos? Significa que está faltando alguma coisa? Os relacionamentos precisam ser dramáticos para dar certo? Repito: "Não vou sabotar tudo isso". Sempre pedi o que estou vivendo. Eu mereço este friozinho na barriga toda vez que o vejo. Mereço sentir saudades dele mesmo quando passamos um dia inteiro grudados como ventosa. Eu não quero o caos, quero o Amor.

Eu acreditei nisso tudo e vivi intensamente o que escrevi. E sabe o que aconteceu? Eu não sabotei mais nada e estou casada com o "Amor das Minas Vidas". Não me canso de pensar nele, mesmo quando mesmo quando está deitado ao meu lado com o seu corpo quente.