segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PACIÊNCIA


Essa música entrou na minha vida lá pelos idos de 2007. Eu recebi de um amigo. Nós sempre trocávamos descobertas musicais. Eu apresentei a ele Mercedes Sosa, ele me apresentou algumas novas musas do samba e essa música do Lenine. A sorte é que era em mp3, porque se fosse em vinil, com certeza teria furado essa faixa. Paciência foi uma música importante para aquele momento da minha vida e também pra minha vida toda. Quem me conhece sabe do que estou falando. Eu sou a pessoa mais impaciente deste mundo. Pra mim, tudo tem que ser resolvido pra ontem. Segundo um outro amigo meu tenho transtorno de ansiedade, em grau máximo. Eu corro, corro, corro... e às vezes não saio do lugar. Mas muitas vezes corro, corro, corro... e consigo resolver as coisas (talvez a música que tenho que colocar neste post é "por isso corro demais, corro demais" - do Roberto Carlos). Ok, faz parte do Viver e Aprender. E a vida ensina, pelo mal, que foi como sempre aprendi, mas também pelo bem, colocando pessoas em nosso caminho. Nunca é tarde para aprender pelo bem e Papai do Céu achou que depois de 37 anos de cabeçadas eu merecia. E eu ganhei de presente o meu amado que é a pessoa mais paciente e relax deste mundo. No início do namoro quase pirei, né? Eu ligada à 440 e ele à 110 volts. O resultado: depois de um ano a gente se casou e já vivemos juntos há um ano. E essa mistura de voltagem deu certo. Aprendi a ter um tiquinho mais de paciência e ele, aos poucos, bem aos poucos, relaxadamente aos poucos, vai correndo um pouquinho mais.
Aqui está a letra da música. A primeira estrofe, claro, é pra mim e a segunda é a cara do meu amor. Veja como sucessivamente cada estrofe serve pra um de nós dois. Com certeza deve ter alguma estrofe aí que serve pra você também.
PACIÊNCIA
MESMO QUANDO TUDO PEDE
UM POUCO MAIS DE CALMA
ATÉ QUANDO O CORPO PEDE
UM POUCO MAIS DE ALMA
A VIDA NÃO PARA...

ENQUANTO O TEMPO
ACELERA E PEDE PRESSA
EU ME RECUSO FAÇO HORA
VOU NA VALSA
A VIDA É TÃO RARA...

ENQUANTO TODO MUNDO
ESPERA A CURA DO MAL
E A LOUCURA FINGE
QUE ISSO TUDO É NORMAL
EU FINJO TER PACIÊNCIA...

O MUNDO VAI GIRANDO
CADA VEZ MAIS VELOZ
A GENTE ESPERA DO MUNDO
E O MUNDO ESPERA DE NÓS
UM POUCO MAIS DE PACIÊNCIA...

SERÁ QUE É TEMPO
QUE LHE FALTA PRÁ PERCEBER?
SERÁ QUE TEMOS ESSE TEMPO
PRÁ PERDER?
E QUEM QUER SABER?
A VIDA É TÃO RARA
TÃO RARA...

MESMO QUANDO TUDO PEDE
UM POUCO MAIS DE CALMA
MESMO QUANDO O CORPO PEDE
UM POUCO MAIS DE ALMA
EU SEI, A VIDA NÃO PARA
A VIDA NÃO PARA NÃO...

SERÁ QUE É TEMPO
QUE LHE FALTA PRÁ PERCEBER?
SERÁ QUE TEMOS ESSE TEMPO
PRÁ PERDER?
E QUEM QUER SABER?
A VIDA É TÃO RARA
TÃO RARA...

MESMO QUANDO TUDO PEDE
UM POUCO MAIS DE CALMA
ATÉ QUANDO O CORPO PEDE
UM POUCO MAIS DE ALMA
EU SEI, A VIDA NÃO PARA
A VIDA NÃO PARA NÃO...

A VIDA NÃO PARA!...
A VIDA É TÃO RARA!...

Composição: Lenine e Dudu Falcão

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CARNAVAIS

foto: Alex Almeida/Reuters Olinda-PE


Eu já sai assim num carnaval. Faz muito tempo, devia ter a idade dessa menininha! Eu adorava carnaval, e a minha mãe fazia uma fantasia para cada dia de festa. Já fui havaiana, mulher maravilha, dançarina de frevo - e dançava mesmo - monstro e até lutadora, com espada e tudo. Nunca fui princesa, rainha, bailarina, cinderela, branca de neve... Não gostava muito de fantasia de menina, por isso minha mãe suava a camisa pra inventar modelitos pra mim.


Olhando essa linda foto do meu amigo Alex, lembrei-me dessa época, da inocência, daqueles antigos carnavais. O carnaval era muito diferente. Eu não gosto de como ele é hoje. Não recrimino quem gosta e acho que a festa tem seu valor! O carnaval é vivo, e não tem como não mudar com os anos! Mas tenho saudades daquela época em que o carnaval era mais inocente, em que a gente saia pra brincar mesmo, claro que tinha paquera. O meu primeiro beijo, por exemplo, foi roubado num carnaval, eu tinha 13 anos. Mas era diferente, bem diferente. Minha mãe já dizia isso na minha época. Ela contava que o lança perfume não era pra cheirar, sim pra jogar nos outros porque ficava geladinho no corpo. Pois é mãe, se ainda fosse viva nem iria acreditar no que acontece hoje em dia, não só com lança perfume. É festa, é carnaval!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ENTERRAR OS MORTOS E CUIDAR DOS VIVOS

Antes de sair em férias na última semana de janeiro, estávamos no auge da cobertura do catastrófico terremoto no Haiti. Isso porque, no fim de ano, já tínhamos mostrado os estragos causados pelas chuvas nos estados do Rio, São Paulo, Paraná. Tinha ficado muito comovida com as histórias que escutei e vi sobre o desabamento em Angra do Reis. Mas, no Haiti, em virtude da proporção do estrago, foi mais difícil. Procurando pessoas pela internet para tentar contato, participando da edição das matérias, sabendo das dificuldades da nossa equipe que estava fazendo a cobertura em Porto Príncipe e escutando os relatos de tudo que eles viam lá, tive um início de férias um pouco down. Até viajei doente! Mas estou relatando tudo isso porque na época comecei a rascunhar um post sobre o Haiti. Minha idéia era escrever sobre o que aprendi nessa cobertura: o sentido de caridade e solidariedade. Queria mostrar que essas duas palavras não estão ligadas à esmola, dinheiro. É muito mais que isso. Só que hoje, retomando as minhas leituras dos blogs que sigo, deparei-me com um texto do O Carderno de Saramago, com o título, Quantos Haitis? Achei perfeito e muito mais oportuno. José Saramago vai no "X, Y e Z" da questão.
Clique aqui e leia o post no blog O Carderno de Saramago.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O SENA


Como prometido no post O São Francisco, agora é a vez do Sena. 











Uau! O rio é lindo, romântico e deixa Paris ainda mais charmosa. Passeamos às margens dele, que é cercado pelas principais atrações turísticas da cidade.

Uma curiosidade: o trigo, da famosa baguete francesa, utiliza o rio, pois importantes moinhos da França estão localizados às margens do Sena (wikipédia). Delícia de baguetes!





Tem gente que até se casa às margens dele!


Mas, apesar de ter ficado encantada com o Sena, ainda prefiro o Velho Chico. Ele, sim, é de tirar o fôlego!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

PESSOAS SÃO COMO VALISES


De volta às minhas leituras e olha o que achei:
"... não acredito na alma humana. Nunca acreditei. Creio que as pessoas são como valises - cheias de certas coisas, levadas daqui para lá, deixadas em qualquer canto, jogadas fora, abandonadas, perdidas e achadas, de repente meio esvaziadas ou mais cheias do que nunca até que finalmente o Último Carregador as joga no Último Trem e lá se vão elas chacoalhando..."

Trecho do conto Je ne parle pas français, do livro Bliss and Other Stories, 1920, de Katherine Mansfield.


É, mas existem valises muito preciosas, que muitas vezes são perdidas, jogadas fora e nunca mais recuperadas! Não quero me sentir assim, como uma bolsa, uma mala perdida ou abandonada!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

...E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ!



De volta! Ueba!

Gente, já no Brasil e feliz da vida com a viagem!
Quero maisssssssssss!
Algumas fotinhos dos momentos de bobagens em Paris e Roma! Claro, né? Imagina se iria ficar sem fazer as minhas macaquices por lá! Depois posto mais fotitas e textos sobre a melhor viagem da minha vida!